Assessoria de Imprensa

Inexistência de regras para reimplantes de mãos aumenta o número de inválidos no Brasil


Levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão aponta a inexistência de centros de atendimentos para os acidentados nas mãos
Cliente: 
Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão
Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão

O programa de transplante de órgãos e tecidos do Brasil possui 548 estabelecimentos de saúde conveniados e 1.376 equipes médicas credenciadas. Está organizado em filas de espera, de acordo com o órgão a ser transplantado: córnea, fígado, medula óssea, rim e pâncreas, pulmão e tecido. Segundo a SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão), a situação para os portadores de lesões agudas nas mãos, ocasionadas por acidentes de trabalho, por esmagamentos, ação de guilhotinas, cortes com facas, acidentes de motos e carros e que necessitam de microcirurgia reconstrutiva, reimplantes de dedos, ou até do membro completo, é bem diferente.

No levantamento realizado pela SBCM com 119 médicos especialistas em cirurgia da mão dos estados do Amazonas, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Goiás e Piauí, cerca de 98% afirmam que não há centros de saúde públicos específicos para a realização de microcirurgia reconstrutiva e reimplantes.

“É pela falta de um programa similar ao de transplantes e pela inexistência desses centros que os acidentados são atendidos nos hospitais por clínicos, cirurgiões ou ortopedistas que não têm a especialização em cirurgia da mão. Sem o atendimento adequado, muitos terminam por sofrer a amputação do membro ou parte dele e vão aumentar a lista de aposentados por invalidez do Brasil, pois ele passa a ser inútil para o trabalho. Isto é uma irresponsabilidade da gestão pública e uma economia burra”, explica dr. Rames Mattar Júnior, ortopedista especializado em cirurgia da mão e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão.

“Economiza-se no atendimento especializado de emergência e se gasta muito mais com tratamentos demorados na fase crônica da lesão. Mesmo com medicamentos caros e reabilitação, a maioria dos pacientes sofrem sequelas incapacitantes”, complementa dr. Mattar Júnior.

Segundo o especialista, foi criado recentemente no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo um centro de referência para o atendimento de pessoas que precisam de microcirurgia reconstrutiva ou reimplantes de membros. Para ele, na grande São Paulo devem ser criados mais nove centros iguais.

“No cenário atual este é um diferencial, criado após intervenções e pedidos da categoria junto ao poder público. Há 16 médicos, terapeutas da mão e assistentes sociais atendendo lesões complexas, reimplantes, fraturas expostas graves, lesão de tendões e nervos periféricos na emergência. Existem estudos que determinam que deve haver um centro como o do Hospital das Clínicas a cada 1,5 milhão de habitantes. Na grande São Paulo há necessidade de cerca de dez centros. A falta de serviços de referência no setor público e a grande demanda de paciente gera um verdadeiro caos no atendimento”.

Para o dr. Mattar Júnior, o número de médicos para atender os pacientes ainda é pequeno. “Já realizamos mais de cem procedimentos microcirúrgicos e reimplantes este ano. A procura pelo nosso centro é grande e estamos nos organizando para atender a todos os casos. Em algumas situações específicas, como nas lesões do plexo braquial, causadas usualmente por acidentes de motocicleta, e que geram uma paralisia completa do membro superior, a espera para o tratamento cirúrgico pode ser de até um ano. Nestes casos sabemos que os melhores resultados são obtidos quando a cirurgia é realizada nos primeiros seis meses da lesão”.

O cenário dos reimplantes e da microcirurgia reconstrutiva no Brasil será apresentado em 30 de julho, durante o Fórum Social e de Defesa Profissional, organizado pela SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão). O evento será realizado em São Paulo, das 9h às 18h, no hospital Santa Catarina. O especialista Rames Mattar Júnior será responsável pela apresentação do painel “A situação dos reimplantes no Brasil. Reimplante é importante? Temos regras para transplantes, mas não para reimplantes. O que falta?”.

Serviço:
Fórum Social e de Defesa Profissional dos Especialistas em Cirurgia da Mão
Organização: Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão
Data: 30 de julho de 2010 – início 9h
Local: Auditório do Hospital Santa Catarina – Avenida Paulista, 200, São Paulo
Mais informações e inscrições: (11) 5092-3434 / 3426

Atendimento à imprensa
Ato Z Comunicação - www.atozcomunicacao.com.br
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(11) 2092-4011

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“Acho o trabalho da Ato Z bárbaro. Os profissionais têm muito cuidado com os clientes. Nos tratam com amizade, cuidado e carinho. É uma parceria que funciona...

Leandro Montesino

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